domingo, 14 de maio de 2017

A pedra furada

Castelo de Vizille
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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No cimo de uma colina de 1220 metros de altura, no sul do departamento de Isère há um singular arco de pedra. Ele é chamado “A Pedra Furada”.

Esta magnífica escultura natural tem uma explicação que fez nascer uma lenda tida como verdadeira.

“O duque de Lesdiguières, senhor do castelo de Vizille, era um grande caçador. Para conservar os animais dentro de seu território decidiu construir um muro imenso que daria a volta em todo seu feudo. Porém, o custo da realização era exorbitante.

“Ele não podia gastar tanto dinheiro só por sua paixão, mas contorcia-se de desejos de fazé-lo.

Satanás, porém, ficou sabendo que o duque andava com essa caprichosa “necessidade” e decidiu fazer uma visitinha demoníaca ao agitado duque.

‒ “Senhor duque, fiquei sabendo de vosso belo desejo, tão grande e admirável, que eu decidi construir para Vossa Senhoria esse imenso muro gratuitamente”, disse o diabo bajulador.

Um muro imenso para segurar os cervos
O duque logo compreendeu que o diabo estava aprontando uma das dele.

Mas, a vontade desarranjada de fazer o muro era como uma cócega que não o abandonava.

Então, ele achou melhor deixar o demônio falando e assim sonhar um pouco com o absurdo muro.

‒ “Eu, continuou Belzebu, eu não vos pedirei em troca nada de terrestre. Mas, só... apenas ... quer dizer ... só uma coisinha...

‒ “Bem, uma coisinha de nada ... , e falando baixinho acrescentou no ouvido do duque que morria de vontade de caçar, “só... tua ... alma...”

O duque estava doido pelo muro, mas a perdição eterna... ir no inferno pela eternidade toda ..., isso lhe parecia demais!

Dividido entre o capricho e o medo do inferno, o duque achou mais esperto pôr uma condição ao diabo. Uma condição ‒ achava ele ‒ que o diabo não poderia cumprir. Ele, o esperto duque, passaria a perna em Satanás!

‒ “A condição é que você construa esse muro num tempo recorde”.

‒ “Sem dúvida, vossa majestade será bem servida”, respondeu o anjo das trevas.

‒ “Eu vou montar no cavalo e farei um giro pelo meu domínio.”

‒ “Tudo seja feito como Vossa Graça deseja”, respondeu em tom de pilheira o pai da mentira.

‒ “E se o muro não estiver pronto quando eu voltar do giro, eu não estarei obrigado a nada”.

‒ “Wuaff, wuaff”, latiu o demônio em sinal de aprovação, certo que tinha o duque no bolso.

E enquanto o duque saia de passeio em belo corcel, Belzebu ordenou a um outro diabo de nome Folaton que começasse logo a construção.

Folaton era um diabo empreiteiro e mandou vir dezenas de outros espíritos turvos do inferno. Sob seu comando trabalharam como demônios para levantar o muro em tempo recorde.

O muro crescia numa velocidade extraordinária. O duque não podia acreditar no que via.

E eis que os dois extremos do muro iam se tocar e ele ficaria para sempre condenado no abismo infernal!

‒ “Louco de mim”, exclamou o duque, “achei que era mais esperto que o diabo, e ele me passou a perna! Está tudo perdido!!!”

Porém, o anjo da guarda estava junto dele e lhe soprou um bom conselho no ouvido: pedir o auxílio de Nossa Senhora!

O duque então rezou sua oração preferida: a Salve Rainha.

A “Salve Rainha” em gregoriano, Coral da TFP americana: MAIS

O conselho do anjo da guarda foi perfeito.

O que aconteceu então? Ninguém sabe dizê-lo ao certo.

Foi o anjo da guarda? Foi São Miguel arcanjo ele próprio? O fato é que obedecendo a uma ordem de Nossa Senhora, um espírito angélico comunicou uma força prodigiosa ao corcel do duque.

"A pedra furada", ou o demônio Folaton petrificado
E, de um salto assombroso, quase sobrenatural, passou por cima do muro e antes que estivesse terminado chegou ao castelo.

O duque estava salvo!

Belzebu não aceitou a derrota. Blasfemava, ameaçava, cuspia, vomitava fogo, quebrava tudo o que havia por perto.

Mas, o anjo estava ali para lembrar que tinha perdido. O espírito de luz fez aceno de que iria jogar o diaboi de ponta cabeça no inferno.

Sem ter mais tempo nem ninguém em quem descarregar sua cólera, Belzebu chamou a Folaton que lhe tinha prometido fazer o muro em tempo recorde e deu-lhe um tremendo coice com seu pezunho enfumaçado.

Folaton saiu expelido pelo ar, passou por cima do morro de Creys, que fica perto de La Motte de Aveillans, até aterrissar de quatro enfiando seu bico na terra. Ali ele ficou esmagado pela sua enorme corcunda.

Ele ficou petrificado como uma lembrança para nunca mais nenhum tolo desastrado tentar passar a perna no diabo.



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domingo, 30 de abril de 2017

A perfeita alegria segundo São Francisco de Assis

San Francisco e a perfeita alegria
San Francisco e a perfeita alegria
Luis Dufaur
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Vindo uma vez S. Francisco de Perugia para Santa Maria dos Anjos com frei Leão, em tempo do inverno, e o grandíssimo frio fortemente o atormentasse, frei Leão perguntou-lhe:

São Francisco recebe os estigmas, <span class="st"><em>Giotto</em> di Bondone (1267 — 1337), Museu do Louvre
São Francisco recebe os estigmas,
Giotto di Bondone (1267 — 1337), Museu do Louvre
‒ Pai, peço-te, da parte de Deus, que me digas onde está a perfeita alegria.

E São Francisco assim lhe respondeu:

“‒ Quando chegarmos a Santa Maria dos Anjos, inteiramente molhados pela chuva e transidos de frio, cheios de lama e aflitos de fome, e batermos à porta do convento, e o porteiro chegar irritado e disser:

“‒ Quem são vocês?

“E nós dissermos:

“‒ Somos dois dos vossos irmãos, e ele disser:

“‒ Não dizem a verdade; são dois vagabundos que andam enganando o mundo e roubando as esmolas dos pobres; fora daqui!

“E não nos abrir e deixar-nos estar ao tempo, à neve e à chuva, com frio e fome até à noite: então, se suportarmos tal injúria e tal crueldade, tantos maus tratos, prazenteiramente, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele (...) escreve que nisso está a perfeita alegria.

“E se ainda, constrangidos pela fome e pelo frio e pela noite batermos mais e chamarmos e pedirmos pelo amor de Deus com muitas lágrimas que nos abra a porta e nos deixe entrar, e se ele mais escandalizado disser:

“‒ Vagabundos importunos, pagar-lhes-ei como merecem.

“E sair com um bastão nodoso e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater com o pau de nó em nó:

“Se nós suportarmos todas estas coisas pacientemente e com alegria, pensando nos sofrimentos de Cristo bendito, as quais devemos suportar por seu amor:

“Ó irmão Leão, escreve que aí e nisso está a perfeita alegria, e ouve, pois, a conclusão, irmão Leão.

“Acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo concede aos amigos, está o de vencer-se a si mesmo, e voluntariamente pelo amor suportar trabalhos, injúrias, opróbrios e desprezos”.



(Fonte: “Fioretti de São Francisco”, excerto)


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domingo, 16 de abril de 2017

O combate contra o gigante Ferragut


Luis Dufaur
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Terminada a conquista da região de Monjardin, anunciaram a Carlos Magno que em Najera havia um gigante da raça de Golias, chamado Ferragut.

Tinha vindo da Síria, enviado pelo emir de Babilônia com 20.000 turcos, para combater o monarca franco. Possuía o vigor de quarenta homens fortes. Media uns sete pés.

Quando o gigante se inteirou da chegada do Imperador, saiu alegre ao seu encontro e lhe propôs um combate singular. Um cavaleiro devia lutar contra ele.

Saiu primeiro Ojeros até Ferragut, e o gigante pegou-o com sua mão direita e o levou como uma ovelha até a cidade. Carlos mandou Reinaldo de Montalbán.

Tomando-o pelo braço, Ferragut o encerrou no cárcere da cidade. Tiveram idêntica sorte vários guerreiros. Carlos desistiu então da idéia de prosseguir a luta.

Roland pediu permissão ao Rei para medir as suas forças com o gigante.

O David franco se acercou de seu rival. Ferragut, tomando-o pela direita, o pôs ante si sobre o cavalo, conduzindo-o até a cidade para prendê-lo com seus compatriotas cristãos.

O franco, porém, com rapidez, conseguiu derrubar o gigante ao chão. Levantou-se com presteza e montou de novo em seu cavalo. Roland brandiu sua espada e descarregou um forte golpe para matar o seu adversário.

A força da espada partiu em dois o cavalo, e Ferragut proferia terríveis ameaças contra o franco. Começaram a lutar com a espada. Porém Roland conseguiu desarmá-lo.

O Golias sarraceno intentou matar Roland com um murro, mas a mão cerrada caiu sobre a cabeça do cavalo de Roland, matando-o e deixando o cristão em posição parecida com a de seu inimigo. Perdida a cavalgadura, a luta continuou durante toda a tarde. Fizeram uma trégua, e os dois prometeram continuar a luta no dia seguinte, sem cavalos nem lanças.

No dia seguinte nada pôde conseguir Roland em seus intentos, para ferir com paus e pedras o seu invulnerável inimigo. Fizeram novas tréguas. Ferragut caiu, dormindo no próprio campo de batalha.

Roland, como bom cavaleiro, pôs uma pedra sob a cabeça do gigante, para lhe servir de almofada e assim poder descansar melhor. As tréguas eram tempos sagrados.

Capitel do palácio dos reis de Navarra em Estella: momento em que Roland clava sua lança no umbigo do gigante islâmico Ferragut
Capitel do palácio dos reis de Navarra em Estella:
momento em que Roland clava sua lança no umbigo do gigante islâmico Ferragut
Quando Ferragut despertou, Roland sentou-se ao seu lado. Perguntou qual era a razão de sua invulnerabilidade, não sendo ele atingido por espadas, bastões ou pedras.
— Porque tan solo por el ombligo puedo ser herido — confessou o gigante, falando em espanhol.

Continuaram conversando longo tempo, interessando-se o gigante pela origem e religião do franco, que aproveitou a ocasião para evangelizar o pagão, fazendo uma minuciosa exposição dos dogmas cristãos.

A discussão teológica terminou com uma reação normal naqueles tempos: a verdade religiosa e a aceitação da fé ficou submetida ao resultado da batalha entre os dois campeões.
— Lutarei contigo — disse Ferragut — com a condição de que, se é verdadeira essa fé que sustentas, seja eu o vencido. E se é falsa, o sejas tu.

O cristão aceitou. O duelo feroz se iniciou logo depois. Um golpe de espada de Ferragut partiu em dois a arma de Roland. Ao vê-lo desarmado, o gigante avançou sobre ele, aplastando-o sob o peso de seu corpo.

Compreendeu Roland que não podia fugir, e invocando a Virgem, revolveu sob o ventre do opressor. Tomando então o punhal, cravou-lho no umbigo, fugindo imediatamente. Aos gritos do gigante invocando Maomé, acudiram os sarracenos, levando seu capitão a Najera.

Então as hostes cristãs atacaram os mouros perto do castelo que domina a povoação, conquistando a cidade e a fortaleza e pondo em liberdade os prisioneiros cristãos.

(José Maria Jimeno Jurio, "Leyendas del Camino de Santiago" - Diputación Foral de Navarra, 1977)


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domingo, 5 de março de 2017

Como o arcebispo Turpin soube
da partida de Carlos Magno para o Céu

Visão do arcebispo Turpin, vendo ao rei islâmico Marsile, inimigo de Carlos Magno levado ao inferno pelos demônios, Bibliothèque National de France, doc. FR2813_01_038
Visão do arcebispo Turpin, vendo ao rei islâmico Marsile, inimigo de Carlos Magno
levado ao inferno pelos demônios, Bibliothèque National de France, doc. FR2813_01_038
Luis Dufaur
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"Eu Turpin, arcebispo de Reims, estando em Viena, após ter celebrado a Missa em minha capela, como estava só para dizer minhas horas, tendo começado o Deus, in adjutorium meum, ouvi passar sob minhas janelas um grande bando que atraiu minha atenção; ele marchava em meio a muito barulho e clamores.

Abri a vidraça para ver o que causava esse tumulto; e, adiantando a cabeça, reconheci que era uma legião de demônios, mas tão numerosos que não era possível contá-la.

Ainda que eles fossem a grandes passos, percebi entre eles um demônio menos alto que os outros, cujo aspecto, contudo, era horrível.

Ele era precedido por um primeiro grupo, e marchava na liderança do segundo, que se entrelaçava após ele, a alguns passos de distância.

Eu o conjurei, no nome do Criador e pela fé cristã, de me declarar in loco aonde ele ia com esses grupos.

– Nós vamos, me respondeu ele, nos aproveitar da alma de Carlos Magno, que, nesse momento, parte desse mundo.

– Ides, eu lhe disse; e, pela mesma ordem que já vos destes, eu vos adjuro de passar novamente por aqui para me relatar o que tereis feito.

Ele se afastou. Desde que ele desapareceu com os seus, me coloquei a recitar o primeiro salmo da terça.

Mal havia terminado, quando ouvi todos esses demônios que retornavam.

A história de Turpin, manuscrito medieval
A história de Turpin, manuscrito medieval
Seu tumulto me obrigou a ir até a mesma janela, de onde eu os vi tristes, inquietos e abatidos.

Perguntei àquele que tinha falado comigo, para me declarar o que eles tinham feito e qual tinha sido o resultado de sua marcha.

– Muito mal, respondeu ele. Mal tínhamos chegado ao encontro, quando nos vimos intimados, com o arcanjo Miguel vindo até nós com suas falanges; estávamos, contudo, próximos de nos apoderar da alma de Carlos.

Mas dois homens sem cabeça, São Tiago da Galícia e São Dionísio de França, patronos do império dos Francos, estavam presentes na hora da morte de Carlos.

Eles colocaram, em um dos pratos de uma balança, todas as boas obras do príncipe que acabava de falecer.

Eles reuniram ali as igrejas, as abadias e os outros monumentos piedosos que ele tinha edificado, com os ornamentos e os diversos acessórios do culto do qual ele os tinha dotado.

Carlos Magno.Albrecht Dürer 1471 – 1528).
Não pudemos reunir muitos pecados para levantar o outro prato; e tão logo, as falanges de Miguel, felizes com nossa confusão e alegres por ter elevado a alma do monarca, nos flagelaram tão vivamente que eles agravaram a aflição de nosso insucesso.

Eu, Turpin, fui assegurado que a alma do príncipe, meu mestre, tinha sido elevada ao céu pelas mãos dos anjos bem-aventurados, pelo peso de suas boas obras, e pela proteção dos santos que reverenciou e serviu durante sua vida.

Logo, fiz vir meus clérigos, ordenei que soassem todos os sinos da cidade; e fiz dizer missas; distribui esmolas aos pobres; enfim, orei pela alma de Carlos, na esperança fundada de aliviar o peso de sua purificação.

Ao mesmo tempo, testemunhei a todos aqueles o que vira e que estava certo da morte do Imperador.

Dez dias depois, recebi uma carta que me trazia todos os detalhes do ocorrido, e me instruía que o santo monarca tinha sido enterrado na igreja que ele mesmo tinha fundado, em Aix-la-Chapelle."




(Fonte: J. Collin de Plancy, “Légendes de l'autre monde”, Paris, Henri Plon, p.69, apud Annales Historiae).


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domingo, 19 de fevereiro de 2017

O fruto que o Menino Jesus aceitou de um menino pobre

Menino Jesus do Pensamento, escola espanhola
Menino Jesus do Pensamento, escola espanhola
Luis Dufaur
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Nada mais comovedor do que a lenda do pequenino predileto da Virgem Mãe e do Menino Jesus, o Bem-aventurado Hermano José.

Menino de maravilhosa pureza de coração, fugia com a maior cautela de companheiros mal educados e de jogos ruidosos.

Pelo contrário, em parte alguma gostava mais de estar do que na igreja, e a sua delícia particular era orar diante das imagens da Mãe de Deus, que já tinha escolhido por Mãe sua.

Seu nome era Hermano. Ainda hoje se mostra em Colônia, na Igreja de Santa Maria do Capitólio, o lugar onde, segundo uma piedosa tradição, com filial singeleza conversava com o Menino Jesus e sua Santa Mãe.

Ali saudava Maria, quando ia para a escola. Para ali se retirava, enquanto os seus condiscípulos jogavam ou se entregavam a outros brinquedos próprios da idade.

Uma vez levava Hermano consigo uma formosa maçã, e lhe veio a ideia de oferecê-la ao Menino Jesus.

Estendeu a mãozinha para a imagem, e — oh! prodígio! — a maçã foi aceita.

Outra vez, durante o inverno, apareceu o pobre menino descalço diante da imagem e ajoelhou-se para orar, a tremer de frio. Nisto perguntou-lhe Maria:

— Hermano, por que andas descalço, com tamanho frio?
— Porque não tenho sapatos — respondeu.

Então Maria apontou para uma pedra, e disse:
— Vai àquela pedra, e lá encontrarás o dinheiro de que precisas. Quando no futuro te faltar alguma coisa, vai sempre lá procurar, com toda a confiança.

Quando os outros meninos perceberam que Hermano encontrava dinheiro naquele local, também começaram a fazer buscas.

Mas, como não eram tão puros nem tão bons como Hermano, e como não tinham grande amor a Maria, não encontravam nada. O dinheiro estava lá só para Hermano.

A sua pureza era tamanha, que mais tarde, quando tomou o hábito no convento de Steinfeld, ao seu nome juntaram o do esposo virginal de Maria, e desde então ficou chamando-se Hermano José.


(Fonte: Pe. Adolfo de Doss, S.J., "A Pérola das Virtudes" - Porto, 1958)


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